Blog Pausa

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I Feira das Artes Visuais

30/11/2009

A I Feira das Artes Visuais é uma iniciativa de alunos da Escola de Belas Artes da UFMG e se pretende como momento de apresentação e divulgação dos trabalhos e produções desenvolvidos por alunos e professores da Escola a fim de estabelecer um ambiente de reflexões, trocas de experiência e comércio de arte entre os participantes e ao público interessado. Será no dia 02 de dezembro de 2009, entre 11 e 19h, nas dependências da Escola de Belas Artes, no Campus Pampulha. Uma conversa com o Professor Marcus Hill sobre o tema “Modelos e Não Modelos de Espaços Expositivos” acontecerá no pátio central, às 16h.

(por: Fernanda Gontijo)

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chega!

27/11/2009

(por: Fernanda Gontijo)

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Picasso

Em 1949, um fotógrafo da revista LIFE (Gjon Mili) foi visitar Picasso. Ele levou algumas imagens, que havia feito no escuro, de patinadores no gelo com pequenas luzes fixadas em seus patins. Isso motivou Picasso a elaborar uma série de imagens, feitas em parceria com Mili. As fotografias foram feitas com uma pequena lanterna em um quarto escuro; as imagens desapareciam quase ao mesmo tempo em que eram criadas.

Veja mais aqui.

(fonte: Revista LIFE)

(por: Fernanda Gontijo)

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Cramps

26/11/2009

Não sei se é fácil ou difícil definir o tipo de som do Cramps. Seja qual for a classificação, acho impossível que ela venha sem o termo Psycho antes. Nesse show, eles estão entre os seus pares.

(por: Alexandre Fantagussi)

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Uma trilogia do abandono (parte 2)

24/11/2009

Uma trilogia do abandono, sob uma outra perspectiva.

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Blade Runner, de Ridley Scott (1982)

Geoff Manaugh aponta:

…as a film about the overwhelming sadness of being alone in the world [Blade Runner is] unbelievable… The self-distrusting madness of thought, doubting your own reality, your own solidity, whether or not what you did yesterday was real: all obvious questions, of course, and all themes already done by the Existentialists, the Romantics, even The Matrix – but what I mean is that, in a world where it’s possible to work and grow old and be completely alone for the whole thing, self-disappearance is an interestingly under-explored phenomenon. And I think Blade Runner really tackles that. It’s a sad movie. It can sometimes be almost unbearable to watch.

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McCabe and Mrs. Miller, de Robert Altman (1971)

Nas palavras de Leonard Cohen, cuja Stranger Song abre o filme:

I told you when I came I was a stranger…

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Taxi Driver, de Martin Scorsese (1976)

Loneliness has followed me my whole life. Everywhere. In bars, in cars, sidewalks, stores, everywhere. There’s no escape. I’m God’s lonely man…

Infelizmente numa trilogia não há espaço para um quarto filme:

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Esqueceram de Mim, de Chris Columbus (1990)

(por: Pedro Groppo)

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Uma trilogia do abandono

____Deus principia a inspirar-me terror. A minha unidade, sobretudo. A unidade fechada e imóvel. O universo passa bem sem mim, e o terror é uma inspiração sem mácula, dentro do que pode alcançar.
____Não, não está ninguém junto à porta.

_(Herberto Helder)

A trilogia que aqui se apresenta é fruto de uma escolha estritamente pessoal. Não quis apresentar “os três melhores filmes de todos os tempos sobre um tema qualquer”, mas, antes, propor uma trilogia do abandono; filmes que marcam pela solidão de seus personagens; pela busca de algo que se ignora (ou pela ignorância da própria busca); pela tentativa de comunicação que parece impossível, desviando-se, suspendendo-se, por vezes se ausentando. Num mundo sem deus (e sem salvação), estão todos irremediavelmente perdidos – e esse é o começo de nossa jornada.

Filmes em ordem cronológica

Tradução: Estranhos no Paraíso – Jim Jarmusch, EUA , 1984.


Título original: Ai qing wan sui – Tsai Ming-liang, Taiwan, 1994.


Buffalo ’66 – Vincent Gallo, EUA, 1998.

(por: Rafael Reis)

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Artaud

Tradução, enviada por Luiz Penido, de um poema de Antonin Artaud. A tradução é uma unidade de um poema em 4 partes. É um texto de 1945, provavelmente o último antes de Artaud morrer.
________________________________________
Há na magia
a intervenção perpétua
de deus
não como um ser
mas como um estado
o mais cariado
_______do coração
Afinal, o que é o coração?
_______Uma cárie
uma cárie perfurante de carne
da qual o abrandamento
fez este organismo
a sangue ralo
e pulsando
o sismo perpétuo
desta síncope da vida.
O que é uma batida do coração?
Uma vida que cessa brutalmente de fluir,
de inundar-se
e que parte.
Levada pelo que?
Não se sabe.
Uma necessidade logo negra
uma avaria iminente do cérebro
que revela a excrescência da carne rubra
e o impulso por dar
ao que há
a dizer
ao que quer e
ao que tem. –

deus é então essa cárie
essa excrescência rubra,
essa avaria. –
porque deus é uma doença.
Não é o criador,
é o abismo
entre o criado e o incriado.
________________________________________

Leia o original aqui.

(por: Maraíza Labanca)

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20/11/2009

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(por: Fernanda Gontijo)

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Sobre literatura e internet: impressões

19/11/2009

Parte 1

Na edição #1 um do Pausa, eu e o Erick tivemos a felicidade de bater uma papo de cerca de uma hora e meia com Jacyntho Lins Brandão, importante helenista e atual diretor da Faculdade de Letras da UFMG. Felicidade, porque Jacyntho não é uma dessas figuras que marcam à toa; Excelente professor – erudito e muito acessível –, é também um escritor talentoso e um crítico atento. Pode parecer irônico, por exemplo, ouvir de um grande estudioso de língua e literatura clássicas que, sem dúvida, a literatura e o jornalismo estão prestes a sofrer grandes transformações, a fim de se adaptarem às inovações tecnológicas – a internet e os aparelhos eletrônicos, como os e-books.

Um detalhe: o tema da nossa entrevista era a reedição de sua peça Que venha a Senhora Dona. Mas o Jacyntho é o Jacyntho. E, em meio a muitas risadas, a conversa tomou outro rumo, e ele nos falava de como o formato do objeto interfere no fazer literário, a exemplo do que aconteceu na passagem do papiro para o in folio (o livro como conhecemos até hoje).

Isso foi em fevereiro de 2008, e apenas recentemente, em outubro de 2009, a Folha, um dos jornais mais lidos do Brasil, lançou uma versão online mais ágil e facilmente visualizável, portanto, mais adequada ao formato virtual. Jacyntho acertou em relação ao jornalismo. Resta-nos saber o que poderá acontecer com a literatura.

_____________________________*

Na edição #7, Maraíza Labanca teve a oportunidade de convidar Luis Alberto Brandão, professor de Teoria da Literatura da UFMG, para fazer uma entrevista para o jornal. Luis Alberto foi outro que marcou nossa graduação, pelo conhecimento sobre poesia e pela forma como abordava e analisava o fazer poético; além disso, possui, como o Jacyntho, reconhecido talento literário e um olhar bastante atento às manifestações literárias contemporâneas. Na época da entrevista, Luis Alberto ministrava um curso sobre o espaço na pós da Letras. E esse foi o tema da nossa conversa, que, por sugestão do próprio autor, acabou se transformando num ensaio. A certa altura, afirma:

“O momento atual, com a propagação da internet, dos sistemas informatizados e dos ambientes virtuais, é também de mudanças radicais, que afetam a literatura. Os efeitos mais visíveis são os que concernem ao modo de veiculação, divulgação e circulação. A literatura finalmente pode se desvincular de seu suporte tradicional, o livro. A circulação não se dá somente por intermédio de instâncias autorizadas, como as editoras. A divulgação passa a incluir formas que extrapolam o meio acadêmico, a imprensa especializada e a crítica literária. A grande mobilidade dos textos, tanto no sentido de seu trânsito quanto no que se refere à possibilidade de serem alterados (e a suspensão torna-se seu estado mais típico), cria novos modelos para a noção de autoria. Além dos blogues e dos sítios interativos, já existem experiências de autoria compartilhada, mas os resultados ainda não se revelaram muito animadores (exceto, é claro, pelo horizonte que abrem).” (grifo meu)

Se perguntarmos para onde vai a literatura, encontramos uma resposta contundente no texto de Luis Alberto: a literatura não vai, ela já foi para a internet – há autorias compartilhadas, formas de circulação não institucionalizadas e autores que escrevem e são lidos a despeito do mercado editorial. Entretanto, afirma também: os resultados ainda são pouco animadores.

Ou seja: se, por um lado, a literatura já foi para a internet, esta ainda não foi capaz de transformar suficientemente o fazer literário, semelhantemente ao que o formato in folio fez com a literatura do papiro. Por sua vez, a literatura parece ainda resistir às várias possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias.

Para onde vai a literatura? Como seria a literatura na era da internet? Existirá, de fato, essa literatura?

Bom, a equipe do Pausa se propõe a tentar responder a essas perguntas, despretensiosamente, na parte 2 deste post, até para não cansar o leitor…

Enquanto isso, leia:

Jacyntho Lins Brandão
no Pausa
Obras recomendadas:
- Que venha a Senhora Dona, Ed. Tessitura, 2008.
1º Lugar no Concurso de Textos Teatrais da Fundação Clóvis Salgado, em 1981.
- A Poética do Hipocentauro. Editora UFMG, 2001.
Indicado ao prêmio Jabuti.

Luis Alberto Brandão
no Pausa
Obras recomendadas:
- Chuva de Letras. Editora Scipione, 2008 – Literatura infanto-juvenil.
- Tablados – livro de livros. Editora 7 Letras, 2004.

(por: Rafael Reis)

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equador

Poema enviado por Cíntia França, a escritora também foi publicada na edição #3 do Pausa, com o texto Diário de um vírus, e na edição #9, com o conto Ida.
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equador

desde aí eu te chamaria
sob uma placa à esquerda da qual era o norte
norte era o seu nome
eu gritava norte
seu nome entrava nas árvores à margem
se perdia
a chuva entrava nas árvores
lavava seu nome da voz
eu dizia norte
o sol batia na folha do seu nome suspensa simetricamente sobre os hemisférios
desde aí eu te chamava
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(por: Maraíza Labanca)

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