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Unhappy hipsters
O site Unhappy Hipsters surgiu há pouco tempo mas já está deixando a sua marca na interwebs. Nele, fotos e legendas como esta:

For the second time that week, the living room had conferenced without her. Small comfort, but the dining area appeared to be shut out as well.

You can come out when you can properly explain the differences between Modernist architecture and postmodern ornamentation.
As fotos são da revista americana de arquitetura e design Dwell, mas o Unhappy Hipsters as coloca aqui num contexto bem-humorado, porém melancólico (e por que não, Ballard-lite). Será o mundo moderno tão frio e sem sentido quanto esses queridos hipsters fazem parecer?
bauhaus
Bauhaus: The Face of the 20th Century é um documentário, de 1994, sobre uma das primeiras e mais influentes escolas de design e arquitetura do mundo, fundada em 1919. Este documentário aborda todas as áreas de estudo trabalhadas pela Bauhaus, além de design e arquitetura, outras disciplinas como poesia, tecelagem, teatro e balé. O vídeo avalia, também, os efeitos dos métodos revolucionários de workshop na criatividade dos estudantes.
Clique na imagem acima para assistir (em inglês).
Revista Teia
Saíram na Revista Teia, da Faculdade de Letras da UFMG, alguns poemas de nossos editores Erick Costa e Rafael Reis. Clique aqui para conhecer a revista e ler os poemas.
carnaval
(por: Fernanda Gontijo)gainsbourg
Charlotte Gainsbourg é atriz, cantora e filha do lendário Serge Gainsbourg. A música “Heaven can wait” (vídeo acima) está em seu último disco, IRM, feito em parceria com Beck, que escreveu e produziu todas as músicas.
Nesta pequena entrevista abaixo, Charlotte fala sobre o pai, sobre a experiência de quase ter morrido, após um acidente de esqui aquático, e sobre como foi trabalhar com Beck, em seu último álbum.
Prêmio São Paulo de Literatura 2010
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, abre as inscrições na terça-feira, dia 9 de fevereiro, para o concurso Prêmio São Paulo de Literatura 2010, o prêmio literário mais bem pago do Brasil. Serão R$ 400 mil para o Melhor Livro do Ano e Melhor Livro do Ano – Autor Estreante publicados em 2009, sendo R$ 200 mil para cada um.
As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de março e os interessados poderão acessar o regulamento no portal. Podem concorrer livros de ficção no gênero romance lançados no ano de 2009. A entrega dos documentos deverá ser efetuada pelo Correio ou no Núcleo de Protocolo e Expedição da Secretaria de Estado da Cultura (Rua Mauá nº 51, Bairro Luz, São Paulo – SP, CEP 01028-900).
O nome dos finalistas será anunciado durante o III Festival da Mantiqueira, a ser realizado entre os dias 28 e 30 de maio em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos. Os vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura serão conhecidos no dia 2 de agosto, durante cerimônia no Museu da Língua Portuguesa.
Em 2009, o Prêmio recebeu 217 inscrições e os vencedores foram Galiléia, de Ronaldo Correia de Brito, como melhor livro do ano, e A parede no escuro, de Altair Martins, como melhor obra de autor estreante. Na primeira edição, os premiados foram O Filho Eterno, de Cristóvão Tezza e A chave de casa, da estreante Tatiana Salem Levy.
Leia o edital aqui.
Informações extraídas do site da Prefeitura de SP.
Estocolmo
Texto enviado por Cíntia França, que participou das edições #3 e #9 do jornal Pausa, e também do blog.
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estocolmo
e de agora em diante uma língua estrangeira. foi preciso que o mar mudasse de cor e de nome muitas vezes com a variação da luz pelas horas do dia. as ilhas despencadas dos mapas do alto da janela do avião, uma escada indicada numa fotografia, o lugar cujo nome não se lia nas placas das ruas. a música a fazer sol dentro da cabeça, a atravessar as pontes como fazer um filme no ritmo natural da vida.
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ryotira
(por: Fernanda Gontijo)Portugal, além de Pessoa

Existe, além da aura majestosa de Fernando Pessoa e do sucesso comercial de Saramago, toda uma literatura portuguesa ainda pouco divulgada aqui no Brasil. Dentre os grandes escritores portugueses contemporâneos, gostaríamos de citar Al Berto, autor de uma belíssima obra, marcada, de um modo geral, pela errância – errância espacial: viagens, constantes deslocamentos; errância escritural: as viagens, a pintura, a música, o homoerotismo, as drogas são alguns dos temas recorrentes nessa obra, que transita também entre a prosa, a poesia, as cartas improváveis…
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O Guardador Da Ilha
Há homens com quem se pode aprender a ver aquilo que dentro de nós existe e não sabíamos.
Reconhecemo-los pelo olhar. Quando se aproximam, a noite reflecte-se clara nos nossos rostos. Têm gestos lentos, precisos, como os dos deuses marinhos que habitaram, além, no mar rente à ilha.
Às vezes, quando à hora do calor durmo debaixo duma árvore, aparecem-me em sonhos. Contam que são homens sempre de passagem. Não pertencem a lugar nenhum e raramente pernoitam duas vezes de seguida no mesmo sítio. São homens errantes e muito antigos. Deslocam-se como se fossem sombras. Transportam no coração a euforia de quem viaja.
Uma noite conheci um desses homens e toquei-lhe. Veja a queimadura que me deixou nos dedos. Está a ver?
Por isso não saio daqui. Guardo e vigio a ilha – como se ela precisasse do meu olhar para se manter um ser vivo. Passo os dias dizendo, em voz alta, os nomes das plantas e dos animais, assim… como se rezasse. E, uma noite, do fundo marinho da ilha virá outro homem, ou um deus, para me ensinar mais coisas sobre estas terras.
Vivo nesta charneca que se estende na Cabeça da Cabra até ao mar. Olho fixamente a ilha, mesmo durante a noite, quando ela tem o perfil duma cabeça deitada sobre as águas. Deixo a vida escoar-se ao ritmo das migrações das aves. E ao fim de muitos anos descobri que a ilha é um lugar que cresceu, misteriosamente, dentro de mim. O meu corpo transformou-se em ilha. Olho a ilha, sou a ilha.
Mas não te quero demorar mais. Se quiseres, antes de seguires viagem, ensino-te os nomes dos animais. E se me deres a tua mão, queimar-te-ei os dedos, exactamente como queimaram os meus. Depois, poderás partir por essa linha litoral traçada pelo fogo sobre a pele.
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Truque Tóxico
Volto ao quarto de pensão, fumo até ao vómito
isto é : drogo-me…..
….abro a caixa de papelão, aparentemente cheia de sonhos
escolho um, fumo mais erva, nenhum sonho me serve,
abro a caixa dos pesadelos…..
o silencio ocupa-me e da caixa libertam-se corpos
cores violentas, olhares cúbicos, pássaros filiformes
cadeiras agressivas
limo as arestas fibrosas dos objectos
arrumo-os pelo quarto, de preferencia nos cantos
dou-lhes novos nomes, novas funções, suspiro extenuado
embora a sonolenta tarefa não tenha sido demorada
….outra caixa, azulada, abro-a
entro nela e fecho-a, o escuro solidifica-se na boca
tenho medo durante a noite
alguém se lembrou de atirar fora a caixa……
….luzes, umbigos obscurecidos pelas etiquetas
dos pequenos produtos de consumo, tóxicos
FRAGIL – MANTER ESTE LADO PARA CIMA
NÃO INCLINAR
TIME TO BUY ANOTHER PACKET
O quarto está completamente mobilado de corpos
explodem caixas, o sangue alastra
estampa-se nas paredes sujas de calendários e cromos
de pin-ups obscenas
….fendas de bolor no espelho
o reflexo do corpo arde como uma decalcomania
TIME TO BUY ANOTHER PACKET
todos dormem dentro de caixas, uma serpente flutua
falamos baixinho
não se ouvem mais barulhos de cidade
o sono e o cansaço subiram-me á boca
….movemo-nos lentamente para fora de nossos corpos
e devastamos, devastamos…..
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Leia mais sobre Al Berto aqui.





