Blog Pausa

Frágil

Published on 01/02/2010

Texto enviado por Juliana Vallim, que participou da edição #3 do Pausa.
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E na verdade, mesmo quando tudo vai explodindo, ela permanece; contendo os próximos erros, todos os futuros apertos e a taquicardia que nunca virá. A timidez é como uma máscara pintada sobre a pele frágil e polida. A ameaça de pequenas aproximações e a atração doentia pela incerteza de um mundo imerso em águas absolutamente quentes torna a fala como algum tipo de língua estrangeira secundária, e olhando um pouco melhor, todos esses movimentos explicitam o que a coragem cala.

Depois do fôlego se externando até na palma da mão é como se em cada gesto provocado no meio dos segundos fizesse nascer um buraco negro que, depois de engolir, ricocheteia o som do futuro como uma lembrança fugaz. Ela emudece, na tentativa de paralisar os pensamentos exclusos de sensatez, mas agora e depois de tudo, seu corpo já é simplesmente uma radiografia.

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Leia outros textos da autora:
www.ilcalla.wordpress.com
www.aospecadossilencio.blogspot.com

(por: Rafael Reis)

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