Blog Pausa

Prêmio São Paulo de Literatura 2010

10/02/2010

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, abre as inscrições na terça-feira, dia 9 de fevereiro, para o concurso Prêmio São Paulo de Literatura 2010, o prêmio literário mais bem pago do Brasil. Serão R$ 400 mil para o Melhor Livro do Ano e Melhor Livro do Ano – Autor Estreante publicados em 2009, sendo R$ 200 mil para cada um.

As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de março e os interessados poderão acessar o regulamento no portal. Podem concorrer livros de ficção no gênero romance lançados no ano de 2009. A entrega dos documentos deverá ser efetuada pelo Correio ou no Núcleo de Protocolo e Expedição da Secretaria de Estado da Cultura (Rua Mauá nº 51, Bairro Luz, São Paulo – SP, CEP 01028-900).

O nome dos finalistas será anunciado durante o III Festival da Mantiqueira, a ser realizado entre os dias 28 e 30 de maio em São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos. Os vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura serão conhecidos no dia 2 de agosto, durante cerimônia no Museu da Língua Portuguesa.

Em 2009, o Prêmio recebeu 217 inscrições e os vencedores foram Galiléia, de Ronaldo Correia de Brito, como melhor livro do ano, e A parede no escuro, de Altair Martins, como melhor obra de autor estreante. Na primeira edição, os premiados foram O Filho Eterno, de Cristóvão Tezza e A chave de casa, da estreante Tatiana Salem Levy.

Leia o edital aqui.

Informações extraídas do site da Prefeitura de SP.

(por: Rafael Reis)

Estocolmo

09/02/2010

Texto enviado por Cíntia França, que participou das edições #3 e #9 do jornal Pausa, e também do blog.

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estocolmo

e de agora em diante uma língua estrangeira. foi preciso que o mar mudasse de cor e de nome muitas vezes com a variação da luz pelas horas do dia. as ilhas despencadas dos mapas do alto da janela do avião, uma escada indicada numa fotografia, o lugar cujo nome não se lia nas placas das ruas. a música a fazer sol dentro da cabeça, a atravessar as pontes como fazer um filme no ritmo natural da vida.

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(por: Rafael Reis)

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ryotira

08/02/2010

(por: Fernanda Gontijo)

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Portugal, além de Pessoa

04/02/2010

Existe, além da aura majestosa de Fernando Pessoa e do sucesso comercial de Saramago, toda uma literatura portuguesa ainda pouco divulgada aqui no Brasil. Dentre os grandes escritores portugueses contemporâneos, gostaríamos de citar Al Berto, autor de uma belíssima obra, marcada, de um modo geral, pela errância – errância espacial: viagens, constantes deslocamentos; errância escritural: as viagens, a pintura, a música, o homoerotismo, as drogas são alguns dos temas recorrentes nessa obra, que transita também entre a prosa, a poesia, as cartas improváveis…

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O Guardador Da Ilha

Há homens com quem se pode aprender a ver aquilo que dentro de nós existe e não sabíamos.
Reconhecemo-los pelo olhar. Quando se aproximam, a noite reflecte-se clara nos nossos rostos. Têm gestos lentos, precisos, como os dos deuses marinhos que habitaram, além, no mar rente à ilha.
Às vezes, quando à hora do calor durmo debaixo duma árvore, aparecem-me em sonhos. Contam que são homens sempre de passagem. Não pertencem a lugar nenhum e raramente pernoitam duas vezes de seguida no mesmo sítio. São homens errantes e muito antigos. Deslocam-se como se fossem sombras. Transportam no coração a euforia de quem viaja.
Uma noite conheci um desses homens e toquei-lhe. Veja a queimadura que me deixou nos dedos. Está a ver?
Por isso não saio daqui. Guardo e vigio a ilha – como se ela precisasse do meu olhar para se manter um ser vivo. Passo os dias dizendo, em voz alta, os nomes das plantas e dos animais, assim… como se rezasse. E, uma noite, do fundo marinho da ilha virá outro homem, ou um deus, para me ensinar mais coisas sobre estas terras.
Vivo nesta charneca que se estende na Cabeça da Cabra até ao mar. Olho fixamente a ilha, mesmo durante a noite, quando ela tem o perfil duma cabeça deitada sobre as águas. Deixo a vida escoar-se ao ritmo das migrações das aves. E ao fim de muitos anos descobri que a ilha é um lugar que cresceu, misteriosamente, dentro de mim. O meu corpo transformou-se em ilha. Olho a ilha, sou a ilha.
Mas não te quero demorar mais. Se quiseres, antes de seguires viagem, ensino-te os nomes dos animais. E se me deres a tua mão, queimar-te-ei os dedos, exactamente como queimaram os meus. Depois, poderás partir por essa linha litoral traçada pelo fogo sobre a pele.

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Truque Tóxico

Volto ao quarto de pensão, fumo até ao vómito
isto é : drogo-me…..
….abro a caixa de papelão, aparentemente cheia de sonhos
escolho um, fumo mais erva, nenhum sonho me serve,
abro a caixa dos pesadelos…..
o silencio ocupa-me e da caixa libertam-se corpos
cores violentas, olhares cúbicos, pássaros filiformes
cadeiras agressivas
limo as arestas fibrosas dos objectos
arrumo-os pelo quarto, de preferencia nos cantos
dou-lhes novos nomes, novas funções, suspiro extenuado
embora a sonolenta tarefa não tenha sido demorada
….outra caixa, azulada, abro-a
entro nela e fecho-a, o escuro solidifica-se na boca
tenho medo durante a noite
alguém se lembrou de atirar fora a caixa……
….luzes, umbigos obscurecidos pelas etiquetas
dos pequenos produtos de consumo, tóxicos
FRAGIL – MANTER ESTE LADO PARA CIMA
NÃO INCLINAR
TIME TO BUY ANOTHER PACKET
O quarto está completamente mobilado de corpos
explodem caixas, o sangue alastra
estampa-se nas paredes sujas de calendários e cromos
de pin-ups obscenas
….fendas de bolor no espelho
o reflexo do corpo arde como uma decalcomania
TIME TO BUY ANOTHER PACKET
todos dormem dentro de caixas, uma serpente flutua
falamos baixinho
não se ouvem mais barulhos de cidade
o sono e o cansaço subiram-me á boca
….movemo-nos lentamente para fora de nossos corpos
e devastamos, devastamos…..

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Leia mais sobre Al Berto aqui.

(por: Rafael Reis)

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de capa nova

03/02/2010

Não, infelizmente não podemos ter uma caixa dessas em casa (ainda). Influenciado por posters de shows e filmes, feitos à mão, Mickey Burton produziu essa coletânea de clássicos da literatura como trabalho final de graduação. Sua intenção é chamar a atenção do público jovem para a literatura clássica, para isso, Burton selecionou livros que abordam o questinamento da autoridade e criou um estilo ousado e ilustrativo para as capas. Como ele mesmo disse: os leitores de Harry Potter não devem ser os únicos que se divertem.

No site Faceout Books você pode ler uma interessante entrevista feita com o designer e ilustrador americano, na qual ele fala de sua trajetória e processos de criação, além ver todas as capas e rascunhos deste projeto.

Veja outros trabalhos de Burton aqui.

(por: Fernanda Gontijo)

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Frágil

01/02/2010

Texto enviado por Juliana Vallim, que participou da edição #3 do Pausa.
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E na verdade, mesmo quando tudo vai explodindo, ela permanece; contendo os próximos erros, todos os futuros apertos e a taquicardia que nunca virá. A timidez é como uma máscara pintada sobre a pele frágil e polida. A ameaça de pequenas aproximações e a atração doentia pela incerteza de um mundo imerso em águas absolutamente quentes torna a fala como algum tipo de língua estrangeira secundária, e olhando um pouco melhor, todos esses movimentos explicitam o que a coragem cala.

Depois do fôlego se externando até na palma da mão é como se em cada gesto provocado no meio dos segundos fizesse nascer um buraco negro que, depois de engolir, ricocheteia o som do futuro como uma lembrança fugaz. Ela emudece, na tentativa de paralisar os pensamentos exclusos de sensatez, mas agora e depois de tudo, seu corpo já é simplesmente uma radiografia.

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Leia outros textos da autora:
www.ilcalla.wordpress.com
www.aospecadossilencio.blogspot.com

(por: Rafael Reis)

h. michaux

25/01/2010

Esta é uma tradução do trecho inicial da primeira parte da obra L’infini turbulent, entitulada “Les effets de la mescaline”, ainda inédita aqui no Brasil. Não conseguimos encontrar na internet o trecho em francês, motivo pelo qual não colocaremos o texto original.

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Este trabalho é parte do projeto colaborativo de tradução da obra de Henri Michaux. Saiba como participar clicando aqui.

(por: Rafael Reis)

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ryotira

22/01/2010

(por: Fernanda Gontijo)

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Alma

Alma é um curta-metragem feito pelo espanhol Rodrigo Blaas, animador da Pixar que já participou de grandes filmes como A Era do Gelo, WALL-E e Up. Blaas trabalhou durante mais de 10 anos neste curta, que ganhou vários prêmios.

(por: Fernanda Gontijo)

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extra! extra!

18/01/2010

Nesta quinta-feira (21) sortearemos no Twitter uma camiseta do Pausa feita pelo nosso novo parceiro, Sopa de Pato. Para concorrer, basta nos seguir: @_pausa e @sopa_de_pato. Acompanhe-nos no blog e no twitter para mais informações.

Conheça as camisetas Sopa de Pato aqui.

(por: Fernanda Gontijo)

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